domingo, 15 de maio de 2016

Sobre o V CONEFLOR


O evento será realizado nos dias 12, 13 e 14 de Julho na Universidade Federal do Piauí


Vem aí o V Congresso Nordestino de Engenharia Florestal – V CONEFLOR, e a VI Semana Acadêmica de Engenharia Florestal – VI SAEF, o maior evento de Engenharia Florestal do Nordeste que será realizado nos dias 12, 13 e 14 de Julho na Universidade Federal do Piauí Campus Professora Cinobelina Elvas (UFPI/CPCE), localizada no munícipio de Bom Jesus – Piauí. O V CONEFLOR é um evento de natureza técnico científico, realizado bianualmente em uma instituição de Ensino Superior da Região Nordeste, tendo a finalidade de receber e divulgar a produção científica, tecnológica e cultural, incentivando a geração de conhecimentos, de parcerias e de produtos, incentivando a qualidade da produção científica e tecnológica do Nordeste e nacional. Além de propiciar a participação de estudantes de graduação e pós-graduação da Engenharia Florestal e áreas afins, afim de debater perspectivas de desenvolvimento, aproveitamento racional e, conservação dos recursos florestais. Neste ano, o evento terá como tema “Manejo Florestal Sustentável: Potencial do Nordeste para Florestas de Produção’’, recebendo trabalhos científicos de estudantes, pesquisadores e profissionais para serem divulgados durante o evento e nos seus anais.

Bloco administrativo do campus Professora Cinobelina Elvas - UFPI. Foto: Luciano França

A realização do V CONEFLOR no estado do Piauí é de extrema importância para a consolidação do Setor Florestal, verificando – se apenas 30 mil hectares de florestas plantadas em todo o estado, de acordo com o anuário de 2015 da Indústria Brasileira de Árvores. Além disso, o curso de Engenharia Florestal da UFPI/CPCE é único do estado e está localizado na última Fronteira Agrícola do País e também a nova fronteira florestal, denominada MATOPIBA, que corresponde aos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, possuindo grande potencial para o plantio de povoamentos florestais.

O Evento tem como público alvo acadêmicos de Engenharia Florestal, e áreas afins, de Instituições do Nordeste e demais regiões do país; Professores e pesquisadores; produtores rurais e florestais; Prestadores de serviços; Fornecedores de produtos, insumos e equipamentos; Executivos do setor florestal; Técnicos e consultores florestais; Gerentes e técnicos de órgãos governamentais e; a sociedade civil que tenha interesse. Espera-se receber até 500 pessoas no evento, tendo em vista seu o sucesso de público em suas edições anteriores.
Assim se não realizou a sua inscrição, faça já a sua, clique no link abaixo. Vagas esgotadas.

Venha e participe do V CONEFLOR e VI SAEF.

Por Ayrton Senna da S. Damasceno

Estudo aponta que plantios de eucalipto contribuem com a preservação e proteção de microbacias hidrográficas

A pesquisa também mostra que as florestas plantadas têm maior eficiência para produção de madeira para o setor industrial
As florestas plantadas são o caminho mais eficaz para a preservação dos recursos hídricos e para uma manutenção mais dinâmica das bacias hidrográficas. Este é o resultado de uma avaliação contida em um documento técnico elaborado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), encomendado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que reúne o setor florestal brasileiro, com mais de 70 empresas associadas.
Um dado que chama a atenção está relacionado ao eucalipto. Com um metro cúbico de água se produz, no Brasil, de 2,5 a 3,5 quilos de madeira. Este mesmo volume de água gera 0,4 quilos madeira no Cerrado e 0,8 na Mata Atlântica. Além de provar que é uma boa fonte de extração de madeira e fibras, destrói o mito que o eucalipto é um grande "beberrão" de água e acaba com tudo que está ao redor.

A engenheira florestal Natália Canova, responsável pelo setor na Ibá, explica que o cultivo de eucalipto é bom para a manutenção dos recursos hídricos, principalmente quando o manejo é feito de forma adequada. Segundo Canova, empresas do setor florestal brasileiro vêm fazendo avaliações de qualidade e quantidade da água há 20 anos. "Trata-se de um monitoramento rigoroso feito por institutos de pesquisas, com destaque para o Ipef, por meio do Promab (Programa de Monitoramento Ambiental em Microbacias)", complementa.
Este monitoramento permite, às empresas do setor florestal, uma adequação ao manejo, que também pode ser chamado de manejo adaptativo. Hoje são monitoradas pelo menos 30 microbacias, que constantemente passam por estudos comparativos com o objetivo de atingir a um resultado mais eficiente no âmbito ambiental, propiciando uma ampla utilização econômica sem danos ao ecossistema. Por meio do sistema de mosaicos, o setor florestal vem conseguindo resultados melhores.


Produção de folha de papel A4 necessita de 10 litros de água

Para evitar desperdício, indústria está investindo na pegada hídrica.


Segundo o Instituto Akatu, instituição que estimula o consumo consciente, a produção de papel está entre os processos industriais que mais consomem água. Para entender o sistema industrial do setor necessita 540 litros de água para produzir um quilo de papel. Já o Water Footprint Network (WFN), organização mundial empenhada em promover o uso sustentável da água, afirma que em média, no mundo, para fazer uma folha de papel A4 são necessários 10 litros de água.
Os números revelam que produzir papel consome água, muita água. Mas por que as indústrias de papel devem se preocupar com isto? A resposta vem do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que informou que no Espírito Santo, onde existem grandes áreas plantadas de eucaliptos para a produção do papel, há indícieos que cursos de água desapareceram devido ao alto consumo dessa espécie. A polêmica existe, mas pesquisadores do assunto e profissionais do setor discordam.
“Em termos de disponibilidade, a água é um uso direto das empresas. Se uma hora a água acabar, elas param de produzir”, afirma Glauco Kimura de Freitas, que é mestre em Ecologia e coordenador do Programa Água para a Vida do WWF-Brasil, organização brasileira não governamental dedicada à conservação da natureza que atua em mais de 100 países com o apoio de cinco milhões de pessoas.
Glauco ainda comenta que a redução do uso da água traz importantes benefícios para as empresas: “ela recebe benefício próprio; depois diminui o custo e gera oportunidade para outras produções; e ainda pode ganhar o selo de certificação que, muito provavelmente, será criado em breve”, afirma.
Para driblar as dificuldades, respeitar o meio ambiente e reduzir o gasto de água, a indústria de papel está investindo cada vez. Uma das alternativas é o estudo sobre o uso do papel sintético, que ainda não foi concretizado por ter os custos muito altos. Outra possibilidade, que está dando certo, é a reciclagem do papel. A Compam, empresa que fornece serviço de reciclagem, afirma que para produzir uma tonelada de papel reciclado o gasto de água cai pela metade, comparado ao papel novo. No Brasil, pouco mais de 30% da produção de papel vem do reaproveitamento.
Segundo arquivos da ANA (Agência Nacional de Águas), uma moderna fábrica de papel na Finlândia reduziu o consumo de água por unidade de produção em mais de 90% nos últimos 20 anos, graças à mudança de polpa química para termomecânica e à instalação de uma unidade de tratamento biológico de resíduos que permitiu a reciclagem da água.
Para o coordenador da WWF Brasil, Glauco, a “pegada hídrica” tem sido tema de muitos estudos e é o que há de mais novo nessa luta em favor da sustentabilidade.
Entenda o que é “pegada hídrica”
A pegada hídrica é o impacto da água ao longo de uma cadeia. Na produção de papel, por exemplo, ela é medida desde as plantações do eucalipto até a produção industrial, passando por todo o ciclo. Isso explica porque uma folha de papel usa 10 litros de água. “Hoje, essa é uma das medidas de economias que aumenta a eficiência dentro das operações da indústria”, afirma Glauco. O cálculo da pegada hídrica é feito durante toda a cadeia, o que gera impacto aos produtores e susto aos consumidores finais. Para Glauco, essa é uma medida educativa que faz os consumidores reconhecerem o impacto ambiental de toda cadeia produtiva. “Esses métodos ainda estão em desenvolvimento, porém cada indústria pode buscar a sua forma de investigar o consumo da água”, comenta.
Penalidades
No Brasil a água é um bem de domínio público, ou seja, todo cidadão tem direito a ela, diferente de outros países que apenas quem têm dinheiro pode beber esse líquido vital. Justamente por isso, aqui existem órgãos reguladores e agências estaduais que fiscalizam o uso dela. “Exemplo disso são as empresas que precisam usar as águas de rios. Elas têm que adquirir uma licença do governo para poder usar”, lembra o coordenador do Programa Água para a Vida.
Os órgãos existem, no entanto, não é notável que a fiscalização quanto ao uso e desperdício da água é feita corretamente. Para Glauco, no Brasil faltam as multas, por exemplo. Porém há fatores, como o tamanho do país, o que dificulta a ação dos fiscalizadores. “Muito mais do que as penalidades, hoje nosso intuito é trabalhar com os incentivos”, comenta. Afinal, com a economia de água todos ganham.

“Nós estamos acostumados com a cultura da abundância e do desperdício, mas precisamos também, como todos outros povos, cuidar desse privilégio”, afirma Glauco. Em caso contrário, o mundo todo pode ficar sem água e essa, sem dúvidas, seria a maior penalidade.


Fonte: Portal Florestal - O Blog da Engenharia Florestal - http://www.painelflorestal.com.br/noticias/celulose-e-papel/producao-de-folha-de-papel-a4-necessita-de-10-litros-de-agua

sábado, 14 de maio de 2016





quinta-feira, 31 de março de 2016

Seja Bem Vindo ao Blog do V CONEFLOR


O evento é de natureza técnico/científico e será a junção da V edição do Congresso Nordestino de Engenharia Florestal e a VI edição da Semana Acadêmica de Engenharia Florestal, eventos promovidos periodicamente, respectivamente, no Nordeste e na UFPI/CPCE e que apresentaram sucesso de público em suas edições anteriores.
Destacamos ainda que o curso de Engenharia Florestal da UFPI é o único no Piauí. E a realização de eventos como este é de extrema importância para a consolidação do setor florestal na região, que é considerada a nova fronteira florestal (“MAPITOBA”): que integra os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia.

Finalidades do Evento
Com a realização do V CONEFLOR, evento regional, pretende-se reunir cerca de 500 pessoas, sendo o público alvo: acadêmicos de Engenharia Florestal, e áreas afins, de Instituições do Nordeste e demais regiões do país; Professores e pesquisadores; Produtores rurais e florestais; Prestadores de serviços; Fornecedores de produtos, insumos e equipamentos; Executivos do setor florestal; Técnicos e consultores florestais; Gerentes e técnicos de órgãos governamentais e; a sociedade civil que tenha interesse. Outra finalidade é receber e divulgar a produção científica, tecnológica e cultural, incentivando a geração de conhecimentos, de parcerias e de produtos, incentivando a qualidade da produção científica e tecnológica do Nordeste e nacional. Além de propiciar a participação de estudantes de graduação e pós-graduação da Engenharia Florestal e áreas afins a fim de debater perspectivas de desenvolvimento, aproveitamento racional e, conservação dos recursos florestais.

Histórico dAs edições Anteriores
O CONEFLOR (Congresso Nordestino de Engenharia Florestal) é um evento bianual e considerado o maior evento de Engenharia Florestal do Nordeste. A I edição foi realizada em 2007 em Recife/PE (UFRPE) com o tema “A Engenharia Florestal no Nordeste: Política, ambiente, tecnologia e mercado”; a sua II edição realizada em 2009 em Campina Grande/PB (UFCG) com o tema “Aspectos sociais, tecnológicos e políticos da desertificação, agrosilvicultura para o semiárido, o manejo da caatinga e a tecnologia de produtos florestais”; a III edição realizada em 2011 em Aracaju/SE (UFS) com o tema “Desafios e Perspectivas da Engenharia Florestal no Nordeste” e; a IV edição realizada em 2013 em Vitória da Conquista/BA (UESB) com o tema “Mudanças climáticas globais: Atuação e perspectivas da Engenharia Florestal no Nordeste”; obtendo-se com a realização destas edições contribuições imensuráveis em novos conhecimentos e novas possibilidades tendo em vista o potencial florestal da região Nordeste.